24 de novembro de 2010

Femi Kuti - Africa For Africa (2010)

Aproveitando a deixa da visita do moço em terras brasucas e o lançamento de seu disco África for África, Femi Kuti, finalmente da as caras aqui no blog...


Filho do homem mais respeitado da Nigéria, Femi herdou do pai não só as qualidades musicais que fizeram dele unanimidade mundial, mas também a vontade (e quem sabe a obrigação) de lutar por justiça e igualdade dentro do seu pais, mostrando pro resto do mundo que ainda não foi feito nada pra mudar a situação que já perpertua a séculos por lá.



1. Dem Bobo
2. Nobody Beg You
3. Politics In Africa
4. Bad Government
5. Can't Buy Me
6. Africa For Africa
7. Make We Remember
8. Obasanjo Don Play You Wayo
9. Boys Dey Hungry For Town
10. Now You See
11. No Blame Them
12. Yeparipa
13. E No Good
14. It Don't Mean


23 de novembro de 2010

Ariya Astrobeat Arkestra - Ariya Astrobeat Arkestra (2010)

O Ariya Astrobeat Arkestra é mais uma das bandas que comprovam que a música africana esta por ai mais forte do que nunca, em todas as partes do mundo. Influenciados pelos mestres Fela Kuti e Tony Allen e pelo jazz cabeçudo do Pharoah Sanders e Archie Shepp, resolveram se unir em 2007 para apresentarem sessões de “afrobeat” que culminou no álbum que acabam de lançar.




01. African Kings
02. Put Leg To Road
03. Sankofa feat. Testament
04. Re-education, Mis-education
05. Big Grammar
06. Body No Be Firewood
07. Conflict Arise feat Shara Meek
08. Crosstown Traffic
09. Lost In Kinshasa
10. Same Same

16 de novembro de 2010

Chica Chica Bum dia 18/11 no Tapas

Quinta agora acontece a 2ª edição da festa Chica Chica Bum no Tapas...

Pra quem ainda não sabe, a festa nasceu do encontro dos desejos e olhares femininos meu e da Haru (Prila Paiva) diante da cena underground de São Paulo.

Percebendo que, cada dia mais, as mulheres penetram em territórios antes dominados por homens, surgiu a idéia de se produzir um ritual feminino com raízes fortes na música, nas artes visuais e na dança.


Neste baile só vale o velho e clássico vinil, das sementes colhidas da musicalidade africana que se alastraram para o mundo, do jazz ao samba, do funk ao soul, da música latina ao candomblé a miscigenação se faz presente.


A artista visual da vez é a Miss, desenhista de mão cheia e que tem história no graffiti de São Paulo.
Quem nunca viu um coração com mosaicos coloridos voando por aí?






Pra celebrar este encontro, resolvi montar uma mixtape só com vocais femininos da nossa terra, as musas que me inspiraram desde pequena...


Foi difícil escolher as canções e as artistas, afinal num pais de tantas cores e sabores, e com tantos talentos, acabou ficando de fora muita gente, me perdoem Flora, Rita, Nana e Nara e muitas outras, certamente aparecerão numa próxima.


Espero que gostem...
   As chicas tupiniquins by Ju Salty


Maria Bethânia - Texto de Fernando Pessoa
Maria Bethânia - Iansã
Leny Andrade - Capoeira de Oxala
Clara Nunes - Fuzuê
Elizeth Cardoso - Partido Baixo do Partido Alto
Gal Costa - Pontos de Luz
Alcione - O Surdo
Maria Creuza - Mas que doidice
Marília Medalha - Maria Moita
Elza Soares - Canoa Furada
Claudette Soares - Eles querem amar
Dorís Monteiro - É isso ai
Zezé Motta - Muito Prazer Zezé
Isolda - Ilegal, Imoral ou Engorda
Baby Consuelo - Curto, de Véu e Grinalda
Elis Regina - Bala com Bala
Carmem Costa - Inveja
Clementina de Jesus - Quilombo do Dumba
Bethânia e Gal - Oração de Mãe Menininha (trecho)


14 de novembro de 2010

Miriam Makeba - Pata Pata (1967)

Dia 10 de novembro, completou dois anos que Miriam Makeba sofreu um ataque cardíaco e faleceu, aos 76 anos de idade,  após o término de um show que fazia na Itália, onde homenageava o amigo e escritor Roberto Saviano, ameaçado de morte pela máfia napolitana.


Durante toda sua vida, Miriam Makeba, lutou contra as injustiças sociais do seus pais e do resto mundo, se tornando uma das mais célebres ativistas e guerrilheiras dos direitos humanos, porém pagou um preço alto por isso...



Nascida em Joanesburgo, na África do Sul, Makeba  começou sua carreira musical nos anos 50, participando da banda  Manhattan Brothers e logo depois formou seu próprio grupo, o Skylarks, integrado somente por mulheres, onde misturava jazz com música tradicional sul-africana.

No final dos anos 50 participou do documentário antiapartheid, "Come Back África", um dos primeiros filmes a retratar o horror da segregação racial pro resto do mundo , sendo convidada por seu diretor,  a apresentá-lo na Europa, onde aproveitou o sucesso do filme pra se lançar como cantora.

Tentou voltar a África em 1960, pro funeral da sua mãe, porém sua entrada foi negada e depois de testemunhar no Comitê das Nações Unidas sobre as dificuldades que o povo negro enfrentava por lá, foi expatriada e viveu 31 anos longe de sua terra natal, só retornando ao pais em 1990, a pedido de Nelson Mandela aproveitando para fundar um centro de reabilitação para adolescentes.


Voltando aos anos 60, em Londres conheceu o ator Harry Belafonte, que foi o responsável por sua entrada no mercado americano, onde gravou vários discos de sucesso, ganhou prêmios e se consagrou como cantora.

Seu primeiro marido foi o trompetista Hugh Masekela e posteriormente uniu-se ao líder do movimento Black Power e porta voz dos Panteras Negras, Stokely Carmichael, arrumando problemas na certa,  desta vez perdeu contratos de gravações e os dois foram considerados 'persona non grata' no país e resolveram morar na Guiné de onde só saiu após a morte da sua filha em 1985.



Abaixo o disco de 1967, que traz seu maior clássico que da  nome ao álbum, Pata Pata


01. Pata Pata
02. Ha Po Zamani
03. What is Love
04. Maria Fulo
05. Yetentu Tizaleny
06. Click Song Number 1
07. Ring Bell, Ring Bell
08. Jol'inkomo
09. West Wind
10. Saduva
11. A Piece of Ground
12. Malayisha

4 de novembro de 2010

Mateus Aleluia - Cinco Sentidos (2010)

Como já esta chegando o final do ano e começa a pipocar as listas dos melhores álbuns, lembrei do disco do Mateus Aleluia, que pra quem não conhece, fez parte dos ‘Os Tincoãs’, trio formado na Bahia,  na cidade de Cachoeira, no início dos anos 60 e que imortalizou a mistura do candomblé, sambas de roda e cantos sacros, evidenciando a ancestralidade africana, da qual só podemos nos orgulhar...

Mateus, hoje com 66 anos de idade, boa parte vividos na África, lançou seu primeiro álbum solo com participação de sua filha Fabiana Aleluia (dona de uma voz belíssima), chamado Cinco Sentidos.
Degustem..


 





  1. Ogum Pa
  2. Amor Cinza 
  3. A lente do Homem 
  4. Quem Guiou a Cega 
  5. Koumba Tam
  6. Palavra Que Reza 
  7. Lamento às Águas/Na Beira do Mar
  8. Despreconceituosamente
  9. Cordeiro de Nanã
  10. Liberdade
  11. Homem ! Animal que Fala